Gosto de saber o porquê das coisas, a verdade dos porquês e a
desconfianças das respostas. Quero descobrir a verdade da mentira e a resposta
sem pergunta, o sentimento perdido e o coração partido. Quero descobrir porquê
que existe a sensibilidade das coisas se o inimigo esta entre a extremidade da
relação. Posso tentar encontrar a mentira se tentar ir ao horizonte da verdade.
Saber o porquê que tudo se relaciona é a minha resposta para a minha vida.
Saber o porquê da minha vinda sem saber a da minha ida, saber o porquê da minha
respiração sem saber se respiro, saber o simples do porquê de um suspiro. Quero
encontrar o sentimento puro ao meter-me num sentimento sem explicação, numa
relação sem retorno. Quero um beijo verdadeiro no meio de um beijo sem sentido.
Quero um abraço sincero no meio de um abraço surpreso. Quero um encosto no meio
de montes de encostos que de nada me servem. Quero uma mão amiga, uma mão que
me agarre e me afaste do mundo quando a minha mão está agarrada a essa. Quero
um corpo encostado ao meu e que me transmita sossego e paz, sem saber o quanto
preciso desse momento. Pedir a verdade é como pedir uma explicação sem saber se
existe alcance para tal. Deixar um momento é o mesmo que deixar de viver, de
respirar, de amar. Quero descobrir cada resposta por muitas perguntas que
existam. Quero descobrir o significado do sentimento por muito que demore…
quero, quero, quero… tantas palavras sem saber o seu porquê. Irei um dia
aprender a respirar sem o sentido da dúvida se o devo fazer, sem sentir o peso
de um suspiro culpado. Um simples som num momento de pura ficção deve ser a
resposta para muitos que não sabem amar e que usam sem pensar. Encontrar a
pessoa perfeita neste mundo imperfeito é difícil, mas não impossível.
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