sexta-feira, 21 de maio de 2010

Saber @


        O que se sabe? O que se pode saber? O que interessa? Nem tudo interessa, nem tudo importa, nem tudo nos satisfaz. A sabedoria passa por todos, uns aproveitam e outros não. É a resposta a muitas perguntas que se pensavam que não existiam respostas, a importância das coisas que não interessam... É o sorriso da criança e a resposta da nascença.
Amizade? Sei que tenho muitas. Verdadeiras? Sei que tenho muito poucas. Confio em todos mas não sou de durar. A opinião acaba por surgir. O meu coração quase que não tem sentimento. Quase que não sabe distinguir a verdade da realidade. O meu coração está despedaçado. Chora o meu pobre coração. Sorriso? É sempre sincero, mas tem vários significados. Não existe um só. Saber distingui-los? Aprende rápido então. Detesto magoar as pessoas que estão à minha volta, mas quando quero dizer o que penso ninguém me cala. As minhas histórias são bastante compridas e têm vários temas. Vem desde a amizade até à dor. Passa pelo amor e pela ilusão. Tem continuação. Pensar no passado? Penso muito, choro à noite ao lembrar-me daquela pessoa... Consigo passar noites sem dormir e mesmo assim estar de um óptimo humor. Acordo sempre com um sorriso na cara e é rara a pessoa que mo tira. Sei que não me adianta pensar no passado, mas foi graças ao meu triste passado que me tornei quem sou hoje, a rapariga que sou e com orgulho. Sei distinguir todos os tipos de situações que aparecem dia a dia. O meu presente é baseado no meu passado... Não me julgues! Sei que também o fazes! Futuro? É o meu dia-a-dia. Sei que nada dura, sei que a palavra eternidade é um mito... Nada dura nos dias de hoje, nada se segura. Tudo acaba, tem um fim. É triste... pois... É a verdade, aceita! Sou dura? Sim, é a minha maneira de conseguir levantar a cabeça. Isto tudo é o que eu sei.

terça-feira, 11 de maio de 2010

pensei e escrevi o que senti @

Gosto de saber o porquê das coisas, a verdade dos porquês e a desconfianças das respostas. Quero descobrir a verdade da mentira e a resposta sem pergunta, o sentimento perdido e o coração partido. Quero descobrir porquê que existe a sensibilidade das coisas se o inimigo esta entre a extremidade da relação. Posso tentar encontrar a mentira se tentar ir ao horizonte da verdade. Saber o porquê que tudo se relaciona é a minha resposta para a minha vida. Saber o porquê da minha vinda sem saber a da minha ida, saber o porquê da minha respiração sem saber se respiro, saber o simples do porquê de um suspiro. Quero encontrar o sentimento puro ao meter-me num sentimento sem explicação, numa relação sem retorno. Quero um beijo verdadeiro no meio de um beijo sem sentido. Quero um abraço sincero no meio de um abraço surpreso. Quero um encosto no meio de montes de encostos que de nada me servem. Quero uma mão amiga, uma mão que me agarre e me afaste do mundo quando a minha mão está agarrada a essa. Quero um corpo encostado ao meu e que me transmita sossego e paz, sem saber o quanto preciso desse momento. Pedir a verdade é como pedir uma explicação sem saber se existe alcance para tal. Deixar um momento é o mesmo que deixar de viver, de respirar, de amar. Quero descobrir cada resposta por muitas perguntas que existam. Quero descobrir o significado do sentimento por muito que demore… quero, quero, quero… tantas palavras sem saber o seu porquê. Irei um dia aprender a respirar sem o sentido da dúvida se o devo fazer, sem sentir o peso de um suspiro culpado. Um simples som num momento de pura ficção deve ser a resposta para muitos que não sabem amar e que usam sem pensar. Encontrar a pessoa perfeita neste mundo imperfeito é difícil, mas não impossível.